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Retrato de Fernanda Magalhães

Palestrante · UXConf BR 2019

Fernanda Magalhães

UX Designer na TIVIT

Sexta, 17 de maio de 2019 · 10:35 · 10 min

Como pensar um aplicativo de relacionamento em um país islâmico? As barreiras culturais no UX

No Egito, o casamento é considerado uma das cerimônias mais importantes da vida de uma pessoa. Porém, com o círculo social limitado, muitas vezes influenciado por costumes religiosos e diferenças econômicas, o casamento arranjado (com o melhor amigo do seu irmão ou um primo distante) é uma realidade comum.

Parece óbvio que a tecnologia pode mudar esse cenário com um piscar de olhos, unindo pessoas e auxiliando nesse processo, certo? Sim, se desconsiderarmos a grande barreira cultural que existe entre a solução e as pessoas da região. Para conversar com aqueles que usariam essa tecnologia, é preciso considerar fatores da experiência que nem sempre aqui, no ocidente, são tão importantes.

Durante os 3 meses em que vivi no Cairo e trabalhei no aplicativo “marriage making” Harmonica, vi como a experiência do usuário pensada estrategicamente para o seu público pode mudar um cenário que parecia impossível. No período em que estive lá, o aplicativo cresceu organicamente de 50 para uma base de 100 mil usuários e caminhava para ser o maior aplicativo de relacionamentos do MENA (região do Norte da África e Oriente Médio).

Sobre Fernanda

Sou jornalista, tenho 26 anos e trabalhei com comunicação por alguns anos até realmente encontrar minha verdadeira paixão: desenhar experiências incríveis e promover impacto na vida das pessoas. Durante 1 ano e 10 meses trabalhei com o Spotify na Colômbia. Buscando me desafiar, fui para o Egito, onde atuei como UX Designer no aplicativo Harmonica, conduzindo a equipe mesmo sem falar árabe. Hoje, de volta ao Brasil, sou UX Designer pela TIVIT.