Sábado, 19 de maio de 2018 · 14:30 · 20 min
A interface invisível é mesmo invisível?
Com a evolução tecnológica, os dispositivos ficaram menores e as interações passaram a explorar nossos sentidos de diferentes maneiras. Interações por toque, voz e gestos já são uma realidade no nosso cotidiano. Hoje, as interfaces já se desprenderam da tela e habitam as mais inesperadas superfícies. Por vezes, nem precisamos ver com o que estamos interagindo para realizar uma ação. Será que estamos avançando para um universo de interfaces invisíveis? O que as define? Elas são realmente invisíveis?
O objetivo é causar algumas provocações em torno do conceito de Interface Invisível, trazer exemplos e construir o conceito de “invisível”, já que a palavra em si causa interpretações erradas. A interface invisível, no nosso entendimento, é uma interação tão natural que se torna imperceptível ao usuário.
Buscamos desconstruir o pensamento de que, para ser invisível, deve ser invisível aos olhos (como interações só por voz), o que é equivocado, já que os recursos visuais continuam sendo um elemento presente na comunicação entre pessoas. Na verdade, quanto mais multimodal for a experiência, mais próxima do natural ela será.
Sobre Lucia
Sou designer de interação há mais de 7 anos, com experiência em grandes projetos de clientes como Bradesco, Rio 2016 (Olímpiadas/Paralímpiadas) e HP. Busco sempre participar de conferências e workshops nacionais e internacionais, como Interaction, UXConf BR e TDC. Meus envolvimentos recentes em projetos de IoT e interação por voz me estimularam a estudar a área de design conversacional, que pensa além da tela e tenta reproduzir o comportamento humano.
